Nosso Lar (Homero Luís Gonçalves Siqueira)
AS REFEIÇÕES EM FAMÍLIA
Antigamente, era costume a família postar-se ao redor da mesa para fazer as refeições diárias. Num ambiente repleto de alegria, a alimentação era apenas um pretexto para que pais e filhos celebrassem esse momento mágico de pura confraternização.
O mundo moderno, atualmente, dificulta – quando não impossibilita – esse tipo de acontecimento. Os compromissos profissionais, os afazeres da escola, as preocupações cotidianas: tudo é motivo para que a família se pulverize.
Apesar disso, há aqueles chefes de família que se esforçam em manter a tradição. No entanto, inúmeros erros são cometidos durante esses curtos períodos de reunião.
É sobre esses equívocos que me proponho a escrever.
Um hábito muito comum entre as pessoas é, durante o almoço ou o jantar, assistir a programas televisivos. O problema reside no fato de que, no mais das vezes, nesses horários são apresentados reportagens sobre crimes horrendos, catástrofes naturais, crises financeiras, entre outras situações que vão minando o entusiasmo e a esperança de qualquer um.
Em frente à televisão, além da comida, os indivíduos ingerem revolta, ressentimento, excesso de piedade e mais uma série de sentimentos negativos provocados pelas notícias trágicas.
Primeira orientação: ouça música, faça silêncio ou qualquer outra coisa, mas evite, com todas as forças, contaminar-se pelas manchetes angustiantes dos noticiários.
Uma outra prática freqüente diz respeito às sérias discussões que se trava em torno da mesa: marido reclamando da esposa, esposa queixando-se dos filhos e os filhos revoltados com o mundo e com os pais.
E aquele momento que deveria ser vivido como se fosse uma oportunidade única de estreitamento dos laços familiares, repleto de diálogo sereno e amistoso, passa a ser uma ocasião em que pais e filhos se digladiam, cônjuges se provocam e se desafiam, trazendo mal-estar a todos.
Segunda orientação: durante as refeições, as conversas devem girar em torno de amenidades, de brincadeiras sadias, de palavras edificantes e conselhos estimulantes que ficarão marcados no coração de todos os familiares. Via de regra, os parentes são unidos não só pelos laços sanguíneos, mas também pelo amor que sentem uns pelos outros. Então, por que ferir com palavras ou insinuações maldosas àquele que deveria ser alvo de intenso amor?
Há um outro cuidado que se deve tomar - o qual é esquecido por boa parte das pessoas - e diz respeito à higiene que se deve ter com os alimentos. Não me refiro à limpeza envolvendo simplesmente água, detergente ou sabão, mas à ligada diretamente às energias que ingerimos juntamente com os produtos que consumimos.
Todas essas práticas equivocadas é que, além de outras coisas, vão gerar ou agravar muitas das doenças do aparelho digestivo, situação que boa parte das pessoas não se dá conta. Sobre isso voltarei a discorrer na próxima edição.
Fique com Deus e boa semana.
NOSSO LAR RESPONDE
“Recentemente, a Xuxa foi acusada por uma instituição religiosa de ter vendido a alma ao diabo por cem milhões de dólares. O que isso tem de verdade?” – Alfredo – Tubarão (a pergunta foi adaptada para não citar o nome da instituição religiosa).
Comentários: Alguns segmentos religiosos têm um profundo preconceito em relação ao dinheiro e, principalmente, aos ricos. Reputam o fato de alguém ter alcançado muito sucesso e obtido êxito financeiro a um pacto com forças satânicas, como se as pessoas que chegaram a esse patamar não tivessem talento ou mesmo se esforçado para chegar aonde chegaram. Seja por ignorância ou mesmo por verdadeira má-fé, supostos líderes espirituais interpretam equivocadamente a passagem em que Jesus afirma que “é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus”.
E soa estranho que algumas dessas instituições que acusam esse ou aquele de ter obtido riquezas às custas de acordos diabólicos, são as mesmas que “em nome de Deus” ludibriam seus seguidores estimulando-lhes a testar a fé através de doações em dinheiro ou em bens materiais, sob o argumento de que “quanto maior a oferta, maior a fé”. E detalhe: essas ofertas não são destinadas aos que necessitam, mas às próprias instituições religiosas, cujos fundadores são muito mais endinheirados do que a própria Xuxa Meneghel.
Quanto a ela, podemos dizer que, como qualquer pessoa deve ter seus defeitos e suas virtudes, não cabendo a nós julgá-la. Porém, pelo que sabemos, ela não perde seu tempo em ficar julgando ou condenando as pessoas nos meios de comunicação como fazem essas instituições religiosas. Muito pelo contrário, Xuxa possui uma Fundação onde um infindável número de crianças carentes é amparado. Ora, “quem está a nosso favor, não pode ser contra nós”, ou seja, é insensato acreditar que Xuxa ajude a filhos abandonados de Deus e, ao mesmo tempo, faça pactos com as forças do mal, até porque, como dizia Jesus, ninguém consegue “servir a dois senhores”.
Homero Luís Gonçalves Siqueira
E-mail: homeroga@brturbo.com.br
Voluntário na Instituição de Bioenergia “Nosso Lar”
(48 3626 7131) e assessor jurídico da ADOCON/Tubarão.